Caindo pra cima


04/11/2006


Novo brógui, sem gerúndio e com équio!

Pronto, pessoal. O blog novo é http://vivenoaprendeno.blogspot.com

E viva a liberdade de caracteres para os dedos nervosos de todo o Brasil!

Escrito por mim às 15h36
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23/10/2006


Tesão

Eis meu penúltimo post no Caindo. Daqui dois dias este blog cai no buraco negro da net. Pra quem divulgou, em seus próprios blogs, este endereço algo poeta, algo auto-biográfico, algo filósofo, algo besta (ufa!) , já podem colocá-lo na lista de "antigos" ou "inativos".
 
Tô "quase lá" de primeira experiência como blogueira. Mesmo que esse quase lá seja uma propaganda enganosa. Se você ler o primeiro post, vai ver que já comecei incoerente (minha cara!), pois prometi desfilar aqui, entre outras merdas, as literárias. No entanto, foram muito poucas as produções que tive coragem de publicar. Especialmente com estes visuais lindos e esse super espaço para escrever proporcionado pelos templates do UOL...(conversa para boi dormir
 
Depois daquele começo promissor, passei a usar esse canto, mesmo, foi para filosofar e também para substituir a ausência de um divã. Para minha surpresa, a coisa foi engrenando e, graças à minha fiel companheira, Dona Timidez, fui ganhando alguns poucos, mas fiéis ´passeadores´. Momento de glória ouvido desde então: "Sabia que você tem alguns fãs aqui em casa"?
 
Conheci alguns fãs dos meus pensos e, mais legal ainda, fiquei eu mesma fã de outros que, como eu, fazem de seus blogs uma forma de expressão com e sobre o mundo e, principalmente, sobre sigo mesmos. Frase definitiva ouvida desde então: Ok, sente-se! É só mais uma pessoa que cria um blog em vez de procurar tratamento.
 
Enfim...queria terminar esse meu cantinho com um super texto legal, cheio de referências e resultados de pesquisa no Google. Quem sabe no dia 25? Mas a idéia dele não é desfilar minha capacidade cognitiva (felizmente?) e, sim, falar de mim mesma (infelizmente?). Então, o que oferecer nesse até logo? Um balanço particular da "minha primeira vez", por meio de uma listinha de "perguntas e respostas frequentes":

Escrito por mim às 21h20
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Tesão

O que é blogar?
Duas horas em pé no ônibus lotado, um calor desgraçado. Blogar é chegar no destino com um texto na cabeça, prontíssimo, sobre o problema do transporte público. Ou sobre o papo que você ouviu dos passageiros do seu lado. Ou sobre dicas de como "se virar nos 30" nos busos.
É levar esporro do chefe, fora da namorada, lambada da vida, e ter onde chorar as pitangas sem encher o saco de ninguém. 
É estar em crise existencial, profissional e outros "al" - e transformá-las em prosa ou poesia.
É escrever sobre si mesmo, mesmo quando está escrevendo sobre os outros.
É divulgar idéias e causos interessantes e pitorescos, muitos deles guardados num passado distante. "Era uma vez, quando eu jogava Keystone Kapers no Atari..." 
É construir o seu retrato escrito (passado, presente e futuro).
É registrar coisas legais que você não quer ver perdidas na memória.
Aliás, é construir um pedacinho ou pedação da sua memória.
É ser cyberativista. É ser indignado. É ser jornalista (em alguns casos).
 
Porque as pessoas investem seu tempo e seus neurônios nisso?
Primeiro, porque ter um blog é fácil, rápido, simples e barato - pra quem tem computador e internet, claro.
Segundo, porque com um blog, você: 
- se expressa sem censuras (só as suas próprias, que já tão de bom tamanho!)
- faz novos e encontra velhos amigos e descobre que são tão psicanalíticos quanto você.
- vira parte de alguma coisa, um novo "círculo".
- conhece melhor o que pensam e como vivem pessoas interessantes.
- sente que pode fazer alguma coisa útil com a internet.
- encontra gente identificada com os mesmos pensamentos e idéias.
Terceiro, porque blog VICIA.
 
Como assim?
Blog é uma terapia escrita. Escrever é um tesão. E tesão VICIA.
 
Como se comporta o viciado?
Uma vez escrito o primeiro post, ele passa a ter milhões de idéias para milhões de outros textos. Inclusive sendo atormentado várias vezes ao dia e algumas à noite por idéias fixas e textos inteirinhos. Aí, na tentativa de dar conta, outras milhões de novas idéias se sobrepõem às antigas. De duas uma: ou o sujeito enlouquece, ou vira blogueiro 24 hrs por dia - ou seja, enlouquece.
Outro sintoma comum do bloguiciado é sentir pânico de perder a chance de compartilhar uma idéia ou um pensamento legal com outras pessoas. O sujeito passa a andar com blocos de papel, caneta, etc, até quando vai ao banheiro. Sorte das outras pessoas. Ou não.
Aliás, isso que eu escrevi acabou de me dar uma idéia para um texto sobre locais propícios para ter idéias...
 
E os outros viciados do "círculo", como agem?
Da mesma forma descrita acima. Com alguns adicionais que podem variar de pessoa para pessoa, como criar uma rotina de visitas diárias a outros blogs legais, deixar comentários, participar de blogagens coletivas, adicionar blogs interessantes ao seu próprio...
 
Então, afinal, o que é um blog?
É uma página auto-confessional. Ninguém bloga senão para desabafar, conhecer a si mesmo, tentar resolver um problema na base do "amadurecendo idéias dentro de mim". Mas também é tentar compreender melhor o mundo, buscar convergência de idéias, conscientizar. É sempre uma produção intencional, mesmo que aparentemente despretensiosa.
 
Então, afinal, blogar ou não blogar?
Blogar, claro. E agora dá licença que preciso começar meu terceiro cafofo. Tchau!

Escrito por mim às 21h20
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20/10/2006


Carangueijo peixe é

Era pra ser um texto sobre minha ida ao Jardim Novo Osasco, periferia de Osasco. Era pra ser alguns pensamentos meio soltos sobre como é bom sair detrás da tela do computador e encarar a tela da vida pulsando lá fora. Principalmente quando a vida tem menos de 6 anos.
 
Acontece que fiquei lembrando de um texto, desses que rodam na internet e nunca se sabe a origem. Minha memória e meu tempo para blogar não permitem conferir a autoria, mas o artigo falava da inexistência da liberdade plena. Homens e mulheres vivem em pequenas e grandes prisões, algumas escolhidas por eles próprios, outras impostas pela sua situação de vida. O máximo de liberdade que podemos alcançar, na visão da autora ou autor, era escolher em que prisão queremos viver.
 
De um jeito meio que transversal, outras vezes pela tangente mesmo, sempre toquei nesse assunto aqui no cafofo. Sou do tipo de pessoa que acredita que, sim, existirá uma época, um lugar e uma consciência totalmente novos, e neste momento o planeta será um lugar pleno de liberdade. Liberdade não é melhor palavra. Talvez seja melhor pensar em um lugar pleno de plenitude. 
 
Não que eu não tenha certeza que vivemos pulando de prisão em prisão. Quem é besta de duvidar disso? O que não é motivo para não imaginar, desejar, lutar e esperançar um capítulo novo. Uma história sem as amarras do passado. Sem os preconceitos, os vícios e as dores se arrastando atrás de cada novo bebê que nasce.
 
Mas voltando às crianças de Osasco... que catzo elas têm a ver com esse mundo ideal, ou idealizado? Deixo a resposta para a Stefany:
 

“Eu quero ser médica porque quero cuidar de um monte de gente e de criança. Eu falei pra minha mãe: ´Mãe, eu vou ajudar os outros´. Falei para ela que eu quero ser médica para ajudar os moradores que moram na rua . Eu tenho muita pena deles.

 

Aí minha mãe me disse que tem que estudar muito pra ser médica. Aí eu estudo, estudo, estudo... assim, muito! Até na minha casa eu estudo. Aí eu vou ser médica.”

 

Aos 5 anos, a Stefany já escolheu sua prisão. A prisão mais libertária que eu já vi. Queria tanto acreditar que ela não será mais uma brasileira tragada pela prisão - essa sim, real - da pobreza, da cor e da falta de portas pra se abrir...

Escrito por mim às 15h22
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos