Caindo pra cima


28/11/2005


Quero ser inteira

Não existe meio amor

Não existe meio gesto

Não existe meio carinho

Não existe meia admiração

Não existe meio respeito

Não existe meio diálogo

Não existe meio tesão

Não existe meio escutar

Não existe meio entender

 

A vida se vive por inteiro.

Se não se vive assim, não se vive.

Vive pelo meio. E meia mulher não existe.

Escrito por mim às 10h37
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25/11/2005


Frase do dia

"Pior do que ter que guardar um segredo de Estado, é ter que guardar segredo que você guarda um segredo de Estado"

Escrito por mim às 18h00
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22/11/2005


I can see convescotes

Uma quase semana exposta a hits de funk carioca como "Dentro da minha calça tem um bicho que balança..." podem ser fatais para a concentração necessária ao bom desempenho das funções sociais de um ser-o-mano.

É como uma bomba atômica, que devasta a região atingida minutos depois de explodir, com ventos que arrasam o que encontra pela frente. Faz uma semana que voltei de viagem e, hoje, dias e dias depois, simplesmente tive que trabalhar ao som (cerebral) de Tati Quebra-Barraco. Juro, parei de escrever porque minha cabeça começou a tocar "Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha..." e nada poderia deter essa merda...

Alguém aí explica o fenômeno? Algum padre, neurocirurgião ou dono de gravadora? Porque, como pode uma pessoa ficar o dia inteiro tentando se livrar de um...refrão!?  Fico imaginando quem curte isso...passar dias e dias de refrões assassinos da música brasileira. Um mês depois de "tratamento", o cara sai falando pra namorada: "Fui...Já é...Boladão...Só"   Tendo funk, não precisa nem ser surfista maconheiro.

É Lu, vc passou semanas ouvindo a mesma palavra, "convescote", dentro da sua cabeça, sem saber porque catzo, mas pior sou eu, que neste momento preciso, final de dia, ainda não consegui me livrar da Tati.

 

Escrito por mim às 18h57
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21/11/2005


Franz Café

Quero mais do que filosofar em cafés e mesas de bar, imaginando como o mundo seria melhor se, se e se... Sim, eu desejo olhar para trás e ver que minha existência mudou alguma coisa nesse planeta. Mas diz, você aí, se não é muito bom jogar horas e horas de conversa fiada, filosofia de boteco, máximas sobre a vida (suas ou de outros), elucubrações delirantes, teorias de conspiração, piadas e babaquices insanas em geral tomando um bom café ou bebericando a cerveja do seu coração?

Veio bem a calhar minha conversa com o Lú ontem, no Franz Café. Lugarzinho in, cheio de gente cool. Para mim, só mais um lugar onde a gente pode sentar, relaxar as patas e a mente. Falamos sobre todo tipo de coisa, dos nossos dramas sentimentais e relacionamentos complicados, passando por sonhos, ambições, indignações com as coisas do mundo e palpites ao estilo Nostradamus. Saí mais leve, apesar da dor de cabeça por ter dormido à tarde, depois do almoço. Saí me sentindo mais viva, mais pulsante. Aliás, taí uma boa definição para este tipo de conversa: pulsações.

Certa altura, falamos sobre como seria se tivéssemos nascido na década de 70, antes de o movimento hippie ser engolido pelo sistema. Falamos de como a vida deveria ser mais real quando da dácada de 50. Como os litros de leite vinham em garrafas de vidro, como as pessoas conversavam sentadas nas soleiras de suas portas em tarde de verão, como se ajudava um vizinho em apuros, como não se fugia de um parente desempregado - muito, mas muito pelo contrário. Falamos, falamos, e no final, sentimos saudades daquela época (que não vivemos), quando não se exigia de todos uma felicidade de plástico, uma vida de comercial de margarina. Sentimentos saudades do tempo em que o mundo não se massacrava o perdedor, o estranho, o imperfeito.

Sentimos saudades de um tempo de nunca vivemos, e nunca viveremos.

 

 

Escrito por mim às 14h48
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16/11/2005


Fiquei mais triste

Em deixar de comprar minha prancha do que não ter ido à Juréia

Com os CDs que se foram do que com a porta do carro arrombada

Em ver minha Peruíbe assim do que assado

Com o choro guardado da Nina do que com o fim do meu descanso

Com a última onda do que com a último banho de sol

Em deixá-la na escola com febre do que voltar ao trabalho

Fim de feriado 

 

 

 

Escrito por mim às 14h09
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03/11/2005


Contratos modernos

Pede para confirmar por email

Não, espera ele falar antes

Cuidado com o que você vai dizer

Tem certeza? Mesmo? Posso encaminhar?

Eu não tenho nada a ver com isso

Não saiu da minha área

A culpa é dela

Foi você mesmo quem assinou

Ele que se vire

Não quero nem saber

Vou tirar o meu da reta

Isso não estava no contrato

 

 

Escrito por mim às 13h30
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01/11/2005


Da Nina, ontem:

"Mãe, não consigo fechar o olho pra dormir...Se eu fechar, vejo a bruxa..."

Que beleza esse Ráloium!

Um dia conto pra Nina que a bruxa como a conhecemos é mais um produto das organizações "Vaticanas" para desmoralizar as mulheres que dominavam as artes da cura e conheciam as forças da natureza.

Escrito por mim às 17h45
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