Caindo pra cima


16/12/2005


Feliz

Ela vem chegando. Agora são 18h29 e meu passado vai ficando pra trás, como esse acorde cubano que acabei de ouvir. Como esse papel velho que acabei de rasgar. Como essa foto de quem já não faz parte das minhas horas, mas já é pedaço de mim. Eu venho chegando, chegando mais perto de alguma coisa muito boa, que desconfio, sinto, marco em minha pele cada dia que passa. Marco, repiso, sinto.

Meu anjo da guarda, me protege nessa caminhada. Canta meu mantra comigo. Em 2006, vou precisar de você, meu anjo, mas vou precisar mais de mim - e, sim, ela vem chegando. Fernanda, ela, eu, chegando.

Chegando cada vez mais e cada vez mais me distanciando disso que já acabou, que ficou em baldes e rebaldes, empilhados, rasgados, amassados. Empoeirados. Eu venho chegando como uma mesa limpa, como um armário vazio, como uma música sem letra, como uma folha em branco.

Vem, 2006!

Escrito por mim às 18h35
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12/12/2005


Vivemos com 3 mil reais?

Eu respondo: vivemos.
Viver é viver, é ter com o que viver, o mínimo, para somente sobreviver.
Somente sobreviver, sem ver, sem ler, sem querer, sem ter...Sem ter-ser, mas tão somente ser-ser.
 
Vivemos com 3 mil reais?
 
Vivemos. Porque com 3 mil reais comemos, bebemos, rimos, amamos.
Porque com muito menos, sabe-se, muitos e muitos casais vivem, e vivem felizes.
 
Vivemos. Porque jamais seremos medidos por alguns pares de notas de 100 por quem mais amamos.
Seremos, sim, medidos pelo o que somos, pelo o que passamos, pelo o que vivemos, pelo o que ensinamos.
 
Pelo o que demos, de dentro de nós, e não de fora destes tantos "nós" que são 3 mil, que são muito mais.
 
Por favor, entenda.

Escrito por mim às 16h23
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos