Ela vem chegando. Agora são 18h29 e meu passado vai ficando pra trás, como esse acorde cubano que acabei de ouvir. Como esse papel velho que acabei de rasgar. Como essa foto de quem já não faz parte das minhas horas, mas já é pedaço de mim. Eu venho chegando, chegando mais perto de alguma coisa muito boa, que desconfio, sinto, marco em minha pele cada dia que passa. Marco, repiso, sinto.
Meu anjo da guarda, me protege nessa caminhada. Canta meu mantra comigo. Em 2006, vou precisar de você, meu anjo, mas vou precisar mais de mim - e, sim, ela vem chegando. Fernanda, ela, eu, chegando.
Chegando cada vez mais e cada vez mais me distanciando disso que já acabou, que ficou em baldes e rebaldes, empilhados, rasgados, amassados. Empoeirados. Eu venho chegando como uma mesa limpa, como um armário vazio, como uma música sem letra, como uma folha em branco.
Vem, 2006!



Leia este blog no seu celular