- E aí, Nina, foi tudo bem na escolinha hoje?
- Não...foi tudo mal.
- Por que??
- Eu babei na minha lição.
É muito triste dizer isso, filha, mas é só o começo....rs
- E aí, Nina, foi tudo bem na escolinha hoje?
- Não...foi tudo mal.
- Por que??
- Eu babei na minha lição.
É muito triste dizer isso, filha, mas é só o começo....rs
Prestem atenção, caras alunas. Hoje falaremos do sistema de dois pesos e duas medidas. É muito simples e universal. Funciona assim... Ele sai com os amigos para o bar: está desestressando. Ela sai: trata-se uma negligente! Ele fala palavrão no trânsito: é o peso da loucura da cidade grande sobre seus ombros. Ela fala merda de vez em quando: há de passar sabão na boca! Ele sabe pilotar o fogão: tem um “plus a mais”. Ela sabe: não faz mais do que a obrigação. Ela passa suas roupas: (porque você colocou isso na lista??). Ele passa: que prendado! Ela sente dor: é a sina de ser mulher. Ele sente: manhêêê! Ela usa a palavra “desculpe” e pede as coisas usando “por favor...”: o que mais se esperar de uma moça bem-educada? Ele usa: tem tendências homossexuais suspeitíssimas. Ela lê bons livros, vê bons filmes e gosta de cultura: é uma metida intelectualóide. Ele gosta: tem tendências homossexuais suspeitíssimas. Assim, caríssimas alunas, especialmente as adolescentes apaixonadas e moiçolas casadoiras Brasil afora, ouçam esta lição: antes de amarrar seu burro na sombra, façam o “teste do lerê". Primeiro, apresentem seus pretês ao circuito cozinha-lavanderia-fraldas do neném e observem se os espécimes apresentam consternação diante da execução das mais variadas tarefas que as situações domésticas exigem. Ouvidos atentos, ainda, aos sinais verbais (e, porque não, dedais) emitidos no trânsito. Não se esqueça de anotar, também, os possíveis inevitáveis humpfs, grumpfs e “temos um compromisso nesse dia” que virão após o comunicado do próximo happyzinho básico depois do trabalho. Por hoje é só. Escreva trinta vezes na lousa: "Para uma moça inteligente, um meio-metrossexual equivale a cinco Alexandres Frotas"
Frase da noite: como eu sou BREGA!
Ele tem sempre um cantinho VIP no meu cafofo eletrônico. Desta vez, apresentou-lhes a concepção de declaração de amor da Solange, uma amiga querida. Para ela, não basta dizer "eu te amo": tem que fazer como Cazuza, que se jogou aos pés de sua amada (ou seria amado?) e assumiu-se um "exagerado". Valeu, Sô! ;-)
Nota da blogueira: aaaaaaiiiiii..........(som de borboletas)
Composição: Itamar Assumpção e Alice Ruiz
Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema, dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre
Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre
- Mamãe, porque você tá chorando?
- Nada, Nina.
- Porque você tá chorando??!
- Porque eu tô triste.
- Porque?
- Porque sim.
- Porque sim não é resposta.
...
- É porque meu coração tá triste.
...
- Ah, já sei! Seu coração tá triste porque você queria ficar brincando comigo mas tem que trabalhar, né?
Galinha que come minhoca fica longe do rio.
O tolo admira a banana. O sábio a come.
Em uma sala com um menino e um velho, certamente um dos dois irá ao chão.
Na hora do apuro, um cálice e um penico têm a mesma serventia.
O tolo conta as estrelas. O sábio o espera terminar.
Para o cego, a peruca é um guaxinim em permanente repouso.
O sábio difere perfeitamente o ter e o ser. O fanho nem tanto.
A saga completa do mestre você encontra aqui.
Saí do Orkut em ótima hora. Imagina só as fotos da minha Nina à mercê dos 3 mil perfis de pedófilos já indentificados pela Polícia Federal - os quais o Google estranhamente nega abertura de informações? E imagina só a minha vida sendo observada pelo "time de advogados norte-americanos do Google Inc." cuja missão é ficar vasculhando o Orkut em busca de "conteúdos indevidos"? Medo.
O Orkut já me deu o que eu queria: reencontro com amigos da época da escola, do bairro e de trampos do passado, os contatos de algumas pessoas queridas, a brincadeira deliciosa dos scraps e comunidades, a chance de acompanhar um pouquinho da vida das pessoas, e a oportunidade de conhecer, ainda que só pela telinha, gente interessante. Não vou dizer que não foi legal, mas chega de Matrix. Agora, quem quiser me encontrar, o camindo é aqui, onde deposito pensamentos, causos e idéias de vez em quando, ou muito ao vivo e a cores. E se eu quiser encontrar o povo, sem trauma: tenho a minha lista de amigos salvinha da silva.
Fui!
Mais informações sobre a pendenga entre a justiça brasileira e o Google aqui


Tenho falado para alguns amigos mais chegados e parentes que vou anular meu voto nessas eleições para presidente. Será minha primeira vez e, confesso, não estou muito orgulhosa por isso. Protesto solitário e silencioso? Talvez, mas, mais do que isso, meu nulo será procedido em sã consciência e em paz com o meu coração. Não saberia fazer diferente esse ano.
Na real, confesso que meu sonho seria que a maioria do Brasil, o que no mundo das urnas significa mais da metade dos votos contabilizados, anulasse o dito cujo. Se isso soa meio pueril, idéia romântica de líder estudantil da década de 60, não sei, mas acho que essa atitude, ou surto coletivo, seria um choque inédito e necessário nos nossos políticos. Por trás dele, o recado: "vocês pensam que o povo é besta, mas estamos de olho em vocês e sabemos muito bem como usar a democracia ao nosso favor".
Pode parecer meio contraditório, afinal votar é o ato primeiro da cidadania, mas acho que uma anulação em massa seria o primeiro grande ato cidadão legítimo do povo brasileiro em toda a sua história, com direito inclusive a disparar uma série de outros atos legítimos de cidadania. Isso, é claro, se o Brasil decidisse pelo nulo sem que a Globo dissesse isso pra ele.
Não nasci pobre. Nasci e cresci acolhida pela classe média paulistana, o que significa estar no topo da lista da grana no Brasil, por conta da nossa mesopotâmica desigualdade social. Meus pais, sim, nasceram pobres, filhos de pais operários e lavradores. Encontraram nas décadas de 50, 60 e 70 um monte de portas fechadas, o voto inclusive, mas outras abertas para entrarem e serem o que são hoje. Lutaram pra caramba, e com o famigerado suor do rosto puderam dar a mim e meus manos uma educação escolar razoável, valores iluministas, uma casa confortável, livros, mesa farta, cultura, umas viagenzinhas de vez em quando pra praia, e essas coisas que as pessoas inexoravelmente buscam pros seus filhos.
Mas o Brasil era outro. É duro crer que, se meus pais fossem jovens hoje, teriam encontrado as condições que encontraram para serem o que são. E o que mais me dói é saber que vivemos numa democracia disfarçada de inclusiva, que proporciona tudo a todos de maneira igual. Não precisa ser sociólogo pra saber que as coisas são bem diferentes do que se pinta. Somos sim manipulados por "forças maiores", como éramos na época da ditadura, no entando tudo ganhou um nome bonito: responsabilidade social, compromisso com as metas do milênio da ONU, bla bla bla.
E vem a velha a pergunta: e o povo com isso? Cadê? Será que os técnicos do governo preocupados com números e com o cumprimento de metas irreais impostas pelos países da ONU e outros organismos regulatórios estão preocupados com o ronco de fome da barriga do nenê, com anemia que acomente a criança do nordeste, com a menina que é entregue pelo pai pra prostituição? Meio difícil acreditar que essas caras olham pro Brasil medieval, né?
Não quero me estender muito mais neste post-desabafo, mas achei importante dizer porque penso no nulo como uma possível pequena "bomba atômica de cidadania" nestas nossas terras. Sei lá. Pra mim, tem momentos da história que só um choque nacional - e com certeza mundial: "nossa, o Brasil acordou, hein?" - pode mudar o rumo das coisas.
Parafraseando nosso último imperador: Se é para o bem da minha consciência e felicidade geral do meu coração, digo a todos que NULO!
Participação bem-vinda da Tati que, "sem querer querendo", escreveu uma carta de amor para nossa brincadeira. Obrigada, Tats!
"Na semana passada minha amiga Fefa me pediu para relembrar cenas de filmes, músicas e poesias sobre amor. Bom foi uma tarefa bem fácil, o difícil foi parar de pensar nisso...
Alguém sabe onde está o off?! Como é que eu freio esse monte de lembranças e pensamentos que tomaram conta de mim?!
Passei a semana relembrando grandes paixões e, por fim, me debrucei sobre um grande amor. Não foi minha maior paixão sentida, mas com certeza, meu maior amor vivido.
Percorri todos os momentos... nosso começo conturbado, nossas declarações de amor, minha música, os insights do final, as revelações, as mágoas, ofensas, a raiva e a superação.
Fefa, sei que você pediu para escrevermos sobre o amor, mas escrever sobre o fim do amor também é um modo de homenagear esse sentimento, não é?! Digamos que é um enfoque diferente....
Terminar um grande amor nunca é fácil, por pior que esteja, pois nunca desejamos que algo que cultivamos tanto, como nosso "pertence" mais precioso, se vá, assim, tão facilmente...
Criamos armadilhas para mantê-lo, elegemos culpados entre o casal, culpamos terceiros, maldizemos nosso destino, pensamos em casar ao invés de nos separarmos (como se essa fosse uma grande saída), pensamos em atravessar o oceano, mudar de continente, de vida, amigos, valores, pensamos em tudo, menos em dizer adeus...
Aí a aflição de pensar no rompimento diminui e nos enchemos de coragem para partir. A coragem pode vir de várias formas: um novo amor, uma viagem ou apenas o rompimento.
E quando nos separamos, a dor nos consome, nos julgamos, julgamos nossas escolhas, as escolhas do outro, nos diminuímos e desejamos que todas as risadas compartilhadas, as juras de amor, as trocas de olhares, a cumplicidade vivida, não tivessem existido. Maldizemos o amor e desejamos nunca mais senti-lo...
E um dia, quando a poeira já baixou, percebemos que o amor foi bonito, e que a vida só é plenamente vivida quando amamos...já dizia Hegel: "nada existe de grandioso sem paixão!"
Terminar um relacionamento não é matar um amor, é deixá-lo livre para viver em nossa memória. É não deixá-lo adoecer pela insistência da convivência.
Um grande amor não deixa de existir, só muda de lugar...sai do presente para compor nosso passado."
Outra participação especialíssima na brincadeira: a Paula, do blog Ardida como Pimenta, é designer e nos brinda com uma bela montagem sobre um poema do Paulo Leminski. Olha que coisa mais linda...

O amor, esse sufoco
Agora há pouco era muito
Agora, apenas um sopro
Ah, troço de louco
Corações trocando rosas
E socos.
A Ju, agora de blog novo, participa do maiores declarassões de lóvi com um texto bíblico. Segundo ela, "uma das mais famosas, inspiradas e antigas declarações de amor da humanidade". Valeu, Ju! E tem mais participação, arriba.
Livro de Cantares de Salomão
Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho.
Suave é o aroma dos teus unguentos; como o unguento derramado é o teu nome.
Leva-me tu; eu sou morena, porém formosa, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão.
Não olheis para o eu ser morena; porque o sol resplandeceu sobre mim; os filhos de minha mãe indignaram-se contra mim, puseram-me por guarda das vinhas; a minha vinha, porém, não guardei.
Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma: Onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes descansar ao meio-dia; pois por que razão seria eu como a que anda errante junto aos rebanhos de teus companheiros?
Se tu não o sabes, ó mais formosa entre as mulheres, sai-te pelas pisadas do rebanho, e apascenta as tuas cabras junto às moradas dos pastores. Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares. Enquanto o rei está assentado à sua mesa, o meu nardo exala o seu perfume.
O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra, posto entre os meus seios. Como um ramalhete de hena nas vinhas de Engedi é para mim o meu amado. Eis que és formoso, ó amado meu, e também amável; o nosso leito é verde. As traves da nossa casa são de cedro, as nossas varandas de cipreste.


Gura mise tha fo éislean,
Moch 's a' mhadainn is mi 'g éirigh,
Ò hì shiùbhlainn leat,
Hì ri bhò hò ru bhì,
Hì ri bhò hò rionn o ho,
Ailein duinn, ò hì shiùbhlainn leat.
Ma 's e cluasag dhut a' ghainneamh,
Ma 's e leabaidh dhut an fheamainn,
Ò ì shiùbhlainn leat,
Hì ri bhò hò ru bhì,
Hì ri bhò hò rionn o ho,
Ailein duinn, ò hì shiùbhlainn leat.
Ma 's e 'n t-iasg do choinnlean geala,
Ma 's e na ròin do luchd-faire,
Ò hì shiùbhlainn leat,
Hì ri bhò hò ru bhì,
Hì ri bhò hò rionn o ho,
Ailein duinn, ò hì shiùbhlainn leat.
Dh'òlainn deoch ge boil le càch e,
De dh'fhuil do choim `s tu `n déidh do bhathadh,
Ò hì shiùbhlainn leat,
Hì ri bhò hò ru bhì,
Hì ri bhò hò rionn o ho,
Ailein duinn, ò hì shiùbhlainn leat.
Oi, gente! O Pablo participa da nossa brincadeira com essas duas. A cara dele: duas letras de rock, a primeira do Led Zeppelin e a segunda do Pearl Jam. Amei as duas, Pablo! Lindas. Será que eu já ouvi?
A Amanda resolveu participar e mostrar pra gente um pouquinho da "luta de poesia" que ele travava com o Cláudio, grande amor da vida dela. Obrigada pela participação especial, mana! Para aquecer uma do Claudio, que amo: Prometendo Vou te prometer o céu, a lua cheia, vou te prometer a felicidade que tanto anseia, vou te prometer risos, sonhos, mãos dadas, vou prometer vitórias, assim de quem quer quase nada, vou prometer tudo que puder, vou prometer tudo que vier, vou prometer ser teu, essa é a mais simples, pois prometer o que já é fato, é como receber um brinde. Vou prometer enfim, amar você, hoje à tarde, às dezesseis, e amanhã, desde cedo, prometendo te amar outra vez. Agora uma minha (que chique!) feita com a pessoa que me deu a consciência de que não estou sozinha ... nem para morrer! Trovas de amor Acho que os sentimentos tem células, pois as sinto remexer, intensas borboletas a se fundir e a se desprender... Não acredito que sejam células. O que sentes a remexer, São lombrigas pedindo lulas, Em Parati ao amanhecer. Sim tuas lombrigas viajantes, Em minha barriga pensionadas, Agora mais livres que antes, querem por que querem lulas recheadas. Não faz isso comigo, Você está de gozação, Sabe que não consigo, Fazer repentes de supetão. Isso, assim mesmo, surpreenda. E talvez nunca mais esqueça, Que fazer rima e trova remenda, Tudo de que esse coração padeça. Céus, onde fui amarrar meu burro, Você sabe que minha cabeça ferve e arde. Por Deus eu peço, eu imploro, eu urro, Me liberte desta aposta covarde. Que sela frouxa desse poeta arrogante, Apostou, rodou o chapéu, e caiu de quatro. Atirado por ela, por uma poeta iniciante. Mas deixa, ainda como de graça esse prato. Não posso mais continuar, Posso pedir a toalha? Tarefas tenho que terminar. Paramos por hora, Descanso merecido. Muito embora, Temos resistido. Poeta minha querida, Mesmo ainda iniciante, És muito boa de briga, além de ótima amante! Que saco de poeta mais atrevido, Deixa ser o último o que vai indo, Prometo sussurros em seu ouvido, Desejos ocultos em sustenido. Ufa! Sabia que eu tinha Um anjo lindo na mão, Deu descanso para a rinha, Além de tudo, tem bom coração, Senão me restará apenas a tralha. Se deixasse o último prevalecer, Como poderia ter certeza, Que meus ouvidos iriam merecer, Tal sussurro, tal surpresa. Nota da blogueira 1: aaaaaaaaaaiii.......(som de violinos) Nota da blogueira 2: se quiser postar suas declarações de lóvi selecionadas no seu próprio blog para participar da brincadeira, é só me avisar depois que coloco aqui também...
Frase do dia: não fui eu, foi meu EU LÍRICO!
Tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Tempo amigo, seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final
Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final...
(Sobre o Tempo - Pato Fu)
Eu ia postar aqui a primeira aventura da paulistana moderna. Mas a Paula, amiga do blog É tudo Verdade, mandou isso, e eu derreti. Segundo Paula, a organização é super idônea. Vamos ajudar? "Olá amigos da Casa Luz. Esperamos que todos tenham tido um excelente mês. Queremos agradecer o apoio e carinho de todos os anjos, que tem nos auxiliado nesta nova fase. Bem vamos aos acontecimentos. Entre o mês de Julho para Agosto, nosso pequenino Antonio ("Toninho") sofreu problemas sérios de saúde e ainda esta se recuperando no Hospital em Piracicaba, tivemos que deslocar uma das tias para acompanhar seu restabelecimento e esperamos que entre esta e inicio da outra semana ele volte para casa. Temos 02 (dois) novos anjinhos na casa uma descendente indígena que se chama Alexandra e atende por "Ara" com dois aninhos e a pequena Adriana recém nascida chegou com apenas 08 (oito) dias. Nestes últimos dias estivemos em reforma, pois ganhamos de um colaborador o piso da sala e quartos, assim as crianças foram passear num hotel fazenda na cidade de Piracicaba, aproveito aqui para agradecer a hospitalidade com que receberam nossas crianças, sei que não foi fácil cuidar e disponibilizar um cantinho só para elas, que voltaram com a corda toda, todos moreninhos aproveitaram o tempo quente e se divertiram a valer. Voltamos para casa sábado passado, percebi que todos estavam ansiosos para este retorno, e também foi efetuada uma pequena modificação no parquinho, ganharam de outros dois colaboradores brinquedos novos, estamos providenciando com a colaboração de nossos amigos, uma outra parte do quintal para colocarmos os brinquedos menores para nossos bebes que já estão engatinhando e também para que eles aproveitem melhor o Sol no período da manhã. Com relação á segurança, chegamos a conclusão e por fim tivemos que dispensar uma Tia para garantir a contratação de um Tio, que já esta no período noturno fazendo e garantindo a segurança de nossas crianças e tias, infelizmente optamos por isto devido a duas tentativas que ocorreram no período da reforma que se deu por 15 (quinze dias). Estamos precisamos com certa urgência de voluntários na área de Psicologia para que nos ajudem a implantar atividades a nossas crianças maiores e como nossa população de bebês cresceu consideravelmente e não temos automóvel para levá-los a clinicas e hospitais, queremos assegurar a saúde e bem estar deles, com visitas semanais no abrigo de Médicos Pediatras. Esta época do ano e sem chuva alguns ficam resfriadinhos. Nossas necessidades aumentam sempre com a chegada de novas crianças, desta forma pedimos a colaboração daqueles que possam nos ajudar a manter a casa, nosso bazar este mês deu uma pequena melhorada, por isso continuamos na campanha de moveis, utensílios domésticos e brinquedos usados. Nossa conta para ajuda financeira. Bradesco Agência: 601-7 Conta Poupança: 1000.166-8 Agradecemos a todos os amigos que de uma forma ou de outra ajudou e continuam ajudando á transformar o sonho em realidade, dando a estas crianças a oportunidade de uma vida mais digna. Seja um multiplicador e ilumine o futuro dessas crianças. Que Deus abençoe cada um de vocês...iluminando seus passos." Lar Social Casa Luz
Acabei de ouvir uma sirene. Ainda ouço sirenes enquanto trabalho. Dizem que essa mania passa depois de um ano trabalhando na Av. Santo Amaro. Por enquanto, continuo ouvindo as sirenes. E tentando imaginar para onde estará indo a polícia. E tentando imaginar para onde estará indo nossa cidade. Até quando?
Não poderia terminar meu dia sem contar isso. Além de estar mais bem resolvida consigo mesma do que nunca, a Nina anda devolvendo pra mim algumas das minhas mais selecionadas babaquices. Uma delas é o "praticamentiii...vocêêê....". Se você não sabe o que é isso é porque não é da família ou não é amigo muuuito chegado, mas eu sou uma pessoa generosa e explico. Inspirada na obra de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, costumo fazer cosquinha no pescoço dela utilizando um jargão clássico do mestre, que afinal começa todas as suas frases com a palavra "praticamente". Em geral, sem se preocupar muito em concordar os artigos definivos ou indefinidos com seus respectivos sujeitos.
Pois bem. Agora é a Nina quem "aplica um praticamenti" em mim. Ou seja, ela vem com aquele dedinho em riste querendo atacar meu pescoço.
Outra que ela já adotou foi o "pocotó de mão", do filme "Monty Phyton e o Cálice Sagrado". Quem me conhece sabe que esta é uma das minhas comédias favoritas. No filme, um rei Arthur toscão cavalga um alazão imaginário pela Inglaterra medieval em busca de cavaleiros que o acompanhem em sua busca pelo Santo Graal. Atrás dele, um escudeiro bate duas metades de um coco para produzir o som do trote do cavalo. É muito ridículo.
Então. Deu para a Nina sair cavalgando o seu pangaré imaginário e falar: "mãe, faz o pocotó". E eu saio atrás dela, imitando o cara dos cocos. É muito ridículo.
Frase do dia: We shall say NI !


Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos