Acabei de passear pelo blog da Cacau e lá está uma foto linda, de um entardecer na Suécia, país onde ela está vivendo. Resolvi, então, dedicar esse post a uma das coisas mais maravilhosas do nosso planeta: o espetáculo chamado Pôr-do-Sol. Minha paixão é tanta que tenho um monte de fotos de "pôres" gravados no meu computador. E não precisa ser clicado por mim não, basta eu gostar que logo vou acumulando, para desespero do mocinho da informática aqui do trampo. "Pessoal, limpem suas pastas!". rs
Enfim, sou fã mesmo mesmo, como diria o Shrek. Mais gostoso ainda é quando a gente é que está lá para clicar o momento e curtir ao vivo e a cores o grande "até logo". Como é o caso deste pôr lindão que foi registrado por mim na Ilha de Paquetá, Rio de Janeiro. Tenho várias versões dele, em outros tons de amarelo, em sépia e em preto e branco.

Sol: "-Ei, pode até ser meio brega, mas vai dizer que você não pensa na morte da bezerra quando me vê indo embora?"
com a cabeça erguida
e os olhos fixados adiante...
a gente aprende...
a construir todas as rotas no hoje,
porque a terra do amanhã
é muito incerta para planos...
e o futuro tem jeito de cair a meio vôo...
a gente aprende...
que até o sol queima se exigir muito...
E então...
a gente planta o próprio jardim
e decora a própria alma,
ao invés de esperar
por alguém que nos traga flores...
e, a gente aprende que realmente é forte...
que realmente pode perseverar...
que realmente vale a pena....
e a gente aprende....
e a gente aprende....
em cada despedida
a gente aprende!
(Baseado em mais um pseudo-texto de William Shakespeare...ou não!)
Neo-Gaúcha, Baixinha Invocada, Giulianna e Mocinha Transgênica, há dois finais de semana, direto do túnel do tempo. Que saudade!

Demora, às vezes um dia, às vezes uma semana, quem sabe alguns meses. Até que chega um dia que, puft, você cai na real. Passa a fazer um sentido danado tudo o que você vem ouvindo de todos ao seu redor - e até de você mesma, em certa dose. Demora, mas a realidade vence. Se tudo tem seu tempo, ela, a clareza, também tem.
Eu sou míope, 4,5 graus em cada olho. Deve ser por isso que preciso de tanta gente me ajudando a andar. Deve ser por isso que sou tão intensa - a mim não me basta ver, preciso sentir, mergulhar na alma, brincar de sonho, tocar, cheirar, rir, provar, sintonizar. Essa minha (in)habilidade sempre esperou retorno.
Eu sou sonhadora pra caramba. A Lua é minha companheira de signo. Se não tiver gente fio terra do meu lado, me ferro e meio, de verdade. Eis aí o problema: o sonho. Sonho cansa, se não é colocado em prática. E eu estou de verdade cansada de sonhar.
Eu canto pra viver. Caso contrário, já estaria morta em vida. Se choro, se me desespero, é o meu canto saindo pelos poros. Aí sigo simplesmente cantando, sonhando, vendo estrelas onde ninguém vê nada. Aí sigo simplesmente sozinha.
Imagine como é para alguém como eu aprender a cair na real. Sempre sinto que vou precisar de mais aulas.
Frase do dia: "Enquanto eu na canção, você no parque industrial"
Ter irmão fofo e poeta dá nisso... Olhos de mel
- Mãe! Descobri porque eu estou obediente!
- Porque, Nina?
- Você não fala que quando eu era bebê eu era mais obediente do que eu sou hoje?
- É...é verdade.
- E você não fala que eu pareço bebê às vezes?
- É, cê tem razão!
- Então! Se eu era mais obediente quando eu era bebê e às vezes eu pareço bebê, então às vezes eu tô obediente hoje!
P.S. Qual será o Q.I. dessa baixinha??
Eduardo Galeano, salve salve...
Prezado Senhor Futuro,
Com a minha maior consideração:
Estou lhe escrevendo esta carta para pedir-lhe um favor. O senhor saberá desculpar-me o incômodo.
Não, não tema, não é que queira conhecê-lo. O senhor há de ser muito solicitado, haverá tanta gente que quererá ter o prazer; mas eu não. Quando alguma cigana me toma a mão para ler-me o porvir, saio correndo em disparada antes que ela possa cometer tal crueldade.
E, no entanto, você, misterioso senhor, é a promessa que nossos passos perseguem querendo sentido e destino. E é este mundo, este mundo e não outro mundo, o lugar onde o senhor nos espera. A mim e aos muitos que não acreditamos nos deuses que nos prometem outras vidas nos mais longínquos hotéis de Mais Além.
E aí está o problema, senhor Futuro. Estamos ficando sem mundo. Os violentos o chutam, como se fosse uma bola. Jogam com ele os senhores da guerra, como se fosse uma granada de mão; e os vorazes o espremem, como se fosse um limão. A este passo, temo, mais cedo do que tarde, o mundo poderá ser não mais do que uma pedra morta girando no espaço, sem terra, sem ar e sem alma.
Disso se trata, senhor Futuro. Eu lhe peço, nós lhe pedimos, que não se deixe desalojar. Para estar, para ser, necessitamos que o senhor siga estando, que o senhor siga sendo. Que o senhor nos ajude a defender a sua casa, que é a casa do tempo.
Quebre-nos esse galho, por favor. A nós e aos outros: aos outros que virão depois, se tivermos depois.
Saúda-te atentamente,
Um Terrestre
Classe Média, música de Max Gonzaga e Banda Marginal Sou classe média Papagaio de todo telejornal Eu acredito Na imparcialidade da revista semanal Sou classe média, Só pago impostos, Mas eu "tô nem aí" Eu não "tô nem aqui" Mas fico indignado com o Estado O pára-brisa ensaboado Mas se o assalto é em "Moema" Aí a mídia manifesta E eu que sou bem informado Porque eu não "tô nem aí" Toda tragédia só me importa Porque é mais fácil condenar
compro roupa e gasolina no cartão
Odeio "coletivos" e
vou de carro que comprei a prestação
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um
Pacote CVC tri-anual
Se o traficante é quem manda na favela
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado
Que me estende a mão
É camelô, biju com bala
E as peripécias do artista
Malabarista do farol
O assassinato é no "Jardins"
E a filha do executivo
É estuprada até o fim
A sua opinião regressa
De implantar pena de morte
Ou reduzir a idade penal
Concordo e faço passeata
Enquanto aumento a audiência
E a tiragem do jornal
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "tô nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Quando bate em minha porta
Quem já cumpre pena de vida
Arnaldo Antunes, salve salve
Eu apresento a página branca.
Contra:
Burocratas travestidos de poetas
Sem-graças travestidos de sérios
Anões travestidos de crianças
Complacentes travestidos de justos
Jingles travestidos de rock
Estórias travestidas de cinema
Chatos travestidos de coitados
Passivos travestidos de pacatos
Medo travestido de senso
Censores travestidos de sensores
Palavras travestidas de sentido
Palavras caladas travestidas de silêncio
Obscuros travestidos de complexos
Bois travestidos de touros
Fraquezas travestidas de virtudes
Bagaços travestidos de polpa
Bagos travestidos de cérebros
Celas travestidas de lares
Paisanas travestidos de drogados
Lobos travestidos de cordeiros
Pedantes travestidos de cultos
Egos travestidos de eros
Lerdos travestidos de zen
Burrice travestida de citações
água travestida de chuva
aquário travestido de tevê
água travestida de vinho
água solta apagando o afago do fogo
água mole sem pedra dura
água parada onde estagnam os impulsos
água que turva as lentes e enferruja as lâminas
água morna do bom gosto,
do bom senso e das boas intenções
insípida, amorfa, inodora, incolor
água que o comerciante esperto
coloca na garrafa para diluir o whisky
água onde não há seca
água onde não há sede
água em abundância
água em excesso
água em palavras.
Eu apresento a página branca.
A árvore sem sementes.
O vidro sem nada na frente.
Contra a água.
(analisando meus cabelos brancos)
- Mãe, você já é velhinha!
(olhando para a minha cara de ´tristeza´)
- Quero dizer, seus cabelos já são velhinhos!
- Mãe, essa moça se acha. (cochichando no meu ouvido)
- Por que, filha?
- Porque ela força a voz.
Mais uma para a coleção... ;-)
Descobri por que gosto tanto das meninas do "2 Neurônio": elas lêem meus pensamentos quase que no mesmo momento em que eles acontecem...ou seria eu quem leio a cabeça delas? Enfim, mais um estranho caso de insconsciência coletiva seguida de expressão escrita... Como é o caso do texto abaixo, que merece reprodução integral aqui.
Internet é a morada do demônio
Por Jô Hallack, Nina Lemos, Raq Affonso - 02neuronio@uol.com.br
A INTERNET é a morada do demônio. O Orkut é a casa onde moram os freaks e assim vai a vida. Como tivemos certeza? Bem, chegou em nossas caixas postais um spam um tanto obsceno. Nele, havia imagens de um casal trocando mensagens eróticas pela internet. Um diretor de TV. E, supostamente, uma candidata a garota que aparece de biquíni em programas de TV. E o que a gente tem a ver com isso? Nada! Nem a gente nem um milhão de pessoas do Brasil que receberam o e-mail. Que teria sido mandado, segundo a lenda, pela própria mulher, que queria justiça para as atrizes que fazem teste do sofá. Um caso de Glenn Closisse aguda!
Depois ouvimos boatos de que a tal mulher nem figurante era. Mas lemos, aqui mesmo na Folha, que o diretor em questão foi demitido. Tudo por causa de um freak da internet! E a história terminou assim: o sujeito na rua e uma certeza. Pessoas malucas moram na rede e podem fazer coisas horrendas.
E tudo isso é potencializado em um lugar onde você não vê a cara da pessoa e onde as vidas são editadas. É sim! Porque as pessoas no Orkut escolhem sempre a melhor foto? Pura edição. E isso não tem nada a ver com a vida real, além de ser muito perigoso. Todos nós sabemos que a internet é a terra dos mentirosos, que as pessoas inventam, aumentam, falam que são bonitas e carinhosas. Quando na verdade são problemáticas, estão acima do peso e com problemas de relacionamentos.
Sim, a internet é legal. Fazemos novos amigos na rede. Senão, que graça teria passar as noites em frente a um monitor?! Se você não pode dar um Google Image atrás de um pretê de vez em quando, suas horas online ficam menos divertidas! Só que, de uns tempos pra cá, ficamos meio assustadas com esses "stalkers virtuais". Umas pessoas que inventam, entram em contato, vasculham a vida e quando você vê... não são nada daquilo que falaram! Quase nos sentimos o Michael Douglas em "Atração Fatal". Perseguidas pela Glenn Close.
Momento de histeria:
Off-line no computador e on-line na vida
Não é natal
Nem ano bom
Nenhum sinal no céu
Nenhum Armagedom
Nenhuma data especial
Nenhum ET brincando aqui no meu quintal
Nada de mais, nada de mal
Ninguém comigo além da solidão
Nem mesmo um verso original
Pra te dizer e começar uma canção
Só chamei porque te amo
Só chamei porque é grande a paixão
Só chamei porque te amo
Lá bem fundo, fundo do meu coração
Nem carnaval
Nem São João
Nenhum balão no céu
Nem luar do sertão
Nenhuma foto no jornal
Nenhuma nota na coluna social
Nenhuma múmia se mexeu
Nenhum milagre na ciência aconteceu
Nenhum motivo, nem razão
Quando a saudade vem não tem explicação
Só chamei porque te amo
Só chamei porque é grande a paixão
Só chamei porque te amo
Lá bem fundo, fundo do meu coração
"Só chamei porque te amo" - Gilberto Gil
E lá fora, a chuva, a chuva....


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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos